Nos dias 16, 17 e 18 de agosto em Salvador, no Hotel Vilamar, bairro Amaralina, aconteceu o projeto JA- Juventude em Ação, que reuniu representantes das DIRECS de todo estado da Bahia.

 Nós: Eliane Martins (1ºM¹), Jair Júnior (2ºV²) e José Leonardo (2ºM¹), juntamente com professor Idalécio, representamos o Colégio Estadual Marquês de Abrantes.
 O Projeto Juventude em Ação tem como finalidade implantar a Agenda 21 e a Com-vida nas unidades estaduais de ensino, visando melhorar as questões ambientais no ambiente da comunidade escolar e local.
  De volta ao nosso colégio,  temos que concretizar a iniciação desse projeto de acordo com o que nos foi passado.     QUER SABER MAIS? CONTINUE VISITANDO O NOSSO BLOG...

                                                                 By: Jair Junior

A importancia da agua

                    

                                                 A importância da água




         





A água é um recurso essencial para a vida. Por isso é necessário preserva-lá. Eis a questão.
A vida só se tornou perceptível apos o aparecimento da água. Para termos uma noção em relação a importância deste recurso basta parar e pensar. Por exemplo, nosso corpo é constituído de 75% de água. O que á torna indispensável para vida celular. E não só para o homem, mas, para outros seres que fazem parte do nosso planeta.
Entretanto 97% da água está destinada aos oceanos e apenas 1 %, rios, lagos e etc.. O que ocasiona grande parte dos problemas pois necessitamos de água doce e no entanto possuímos em maior quantidade água salgada. Este é o ponto onde se encaixa a questão da preservação.
O desperdício de água cresce a cada dia, o que poderá provocar futuramente um déficit em sua quantidade. Acarretando uma serie de problemas. Onde estes irão afetar não só aos homens, mas principalmente ao meio ambiente.
Sendo assim, economizar água torna-se um fator benéfico e essencial á vida. O que nos torna responsável pelo controle do espaço aquático.Pois sua falta em alguns casos pode provocar patogenos que levam até a morte.
Dado o exposto pode-se dizer que, a melhor solução para a manutenção de nossa existência é a pratica da preservação dos recursos hídricos. Desta maneira cabe as entidades governamentais a criação de campanhas de conscientização. Mas faça a sua parte que futuramente o planeta terra agradecerá.

                                                Texto de: Ana Carolina Oliveira da costa



                                               
                                                               
                                                                        By: Jair Júnior

Morfologia das Angiospermas

Germinação da semente e Raízes
Só inicia-se o processo de germinação depois da liberação da semente pelo fruto desde que o ambiente esteja adequado, quando eles não germinam é por causa das condições inadequadas do solo. O endosperma é uma formação que existe na semente de milho mas não se observa no feijão. Porque o que ocorre durante a formação da semente de feijão é que o endosperma é digerido pelo embrião e os nutrientes são transferidos para outra estrutura que é chamada cotilédone. Quando os cotilédones vão murchando o material nutritivo que contém, vai sendo utilizado pelo embrião, depois que eles murcham e caem, a nova planta já tem raízes, caule e folhas verdes suficientes para poder nutrir-se independentemente deles.
As raízes de plantas que vivem fixas ao solo são em sua maioria subterrâneas e tem a função de fixação da planta ao solo. As raízes aquáticas são encontradas em plantas que normalmente flutuam na água, não tem função de fixação da planta.
O cipó-chumbo é uma planta parasita de gênero cuscuta. Seus haustórios atingem os vasos condutores de seiva bruta como também os condutores de seiva elaborada da planta hospedeira. Como o cipó-chumbo não realiza fotossíntese, ele é classificado como parasita pleno, ou holoparasita.
Um outro grupo é o dos hemiparasitas (semiparasitas), caracterizado por possuir partes verdes e realizam fotossíntese.
As raízes das angiospermas distribui-se por dois sistemas radiculares diferentes:
·         O sistema radicular ramificado- próprio das dicotiledôneas;
·         O sistema radicular fasciculado- próprio das monocotiledôneas.
Em plantas monocotiledôneas adultas, não se reconhece uma raiz principal, partindo todas as raízes de uma base comum no caule, o que dá ao sistema um aspecto de feixe ou cabeleira (sistema fasciculado).
As raízes podem armazenar material de reserva, constituindo as raízes tuberosas. Isto ocorre principalmente no sistema ramificado, tanto na raiz principal quanto nas secundárias.



Caule
É a parte da planta que sustenta as folhas. Mo mesmo é formado por um meristema apical (um tipo de tecido) por situar-se no embrião que dá origem a uma planta adulta, a gema apical.
Existem vários tipos de caule;
Ex: Caule Aéreo, Subterrâneo, Aquáticos, Modificados etc...
·         Aquáticos= Geralmente são clorofilados (realizam fotossíntese); possuem aerênquina, importante para a respiração e flutuação, além de possuir um tecido rico em espaços de retenção de ar.
·         Subterrâneos= O rizoma cresce na superfície do solo, mas ainda dentro deste, logo após nasce um pseudocaule (aspecto de caule, devido a junção das bainhas das folhas).
·         Tubérculo= Caule que armazena grande quantidade de material de reserva.
·         Bulbo= Estrutura que produz caules bastante reduzidos de onde partem os catafilos, que por sua vez, podem ser: secos ou suculentos.
·         Aéreos= Podem ser eretos (se sustentam sem apoio), volúveis (se enrolam em um suporte), e rastejantes (quando vivem diretamente sobre a superfície do solo).
Os eretos possuem nomes de acordo com algumas características:
Tronco: Apresentam ramificações, nós e entrenós pouco evidentes.
Estipe: Não se ramificam, porém apresenta nós e entrenós bastante evidentes.
Colmo: Possui as mesmas características do estipe, mas possuem folhas geradas das gemas laterais, e é maior e mais espesso.
·         Volúveis= Se caracterizam por se sustentar nos outros suportes de plantas ou em qualquer lugar como suporte.
·         Rastejantes= São chamados estolhos ou estolhões por se enraizar de espaço em espaço.
·         Modificados= São adaptações do caule que ocorrem em algumas plantas, podendo ter formatos pontiagudos (espinhos) ou filamentos rolados (gavinha), mas também podemos citar outros tipos de modificações:
·          Xilopódios= Quando tem a função de armazenar água e outras substâncias de reserva, fator importante para a sobrevivência de plantas especialmente do cerrado.
·         Cladódios: Possuem ramos longos.
·         Filocládios: Possuem ramos curtos.
Os cladódios e filocládios possuem formatos que lembram folhas, devido à restrição de água, e por possuírem folhas reduzidas, modificadas ou ausentes.



As folhas

A maioria das folhas são aéreas, mas existem algumas que são aquáticas e outras que são subterrâneas. Exemplo: o bulbo da cebola (folhas subterrâneas) e a vitória-régia (folhas flutuantes).
A ocorrência de diferentes tipos de folhas em uma mesma planta tem o nome de heterofilia.
Um exemplo é a planta sagittária que possui folhas aéreas, folhas flutuantes e folhas submersas.
*        As folhas submersas são filamentares.
*        As folhas flutuantes são arredondadas.
*        As folhas aéreas são amplas e sagitiformes (aspecto de seta).
As funções básicas das folhas são fotossíntese e transpiração, processos favorecidos por uma superfície ampla como geralmente é o limbo da folha. As três partes da folha: bainha, pecíolo, limbo, raramente estão presentes em uma mesma folha. Essas três partes e uma quarta, as estípulas, pode-se observar na folha um cinamomo que possui a bainha muito reduzida.
A falta do limbo é excepcional e, quando ocorre, ele pode estar substituído pela expansão das outras partes da folha. É o que acontece com a planta de ervilha, onde são as estípulas que se desenvolvem.
As folhas podem apresentar modificações passando a desempenhar outras funções como é o caso das gavinhas que também podem ser modificações de caules.
Uma curiosa modificação de folha é a que ocorre em plantas carnívoras. Essas plantas geralmente exalam odores que atraem principalmente insetos. No gênero Nepenthes, a folha desenvolve uma urna (ascídio) que contem pêlos em suas paredes internas. Esses pêlos permitem a entrada, mas não a saída dos insetos que ficam presos no interior do ascídio e acabam sendo digeridos por enzimas produzidas pela folha. No gênero Drosera, as folhas apresentam estruturas que lembram pêlos avermelhados: Elas secretam uma substância adesiva que prende os animais pequenos que andam em cima das folhas.
“Curiosidades”
Existem plantas carnívoras no Brasil?
Não só existem, como somos o segundo país do mundo em número de espécies, perdendo apenas para a Austrália. O território brasileiro reúne mais de 80 delas, todas concentradas em seis gêneros: Drosera, Genlisea, Utricularia, Heliamphora, Brocchinia, e Catoppis (ambos da família das Bromélias).





Os frutos
Os frutos são formados pelo pericarpo e semente.
O pericarpo pode ser carnoso, no caso do pêssego, ou seco, no caso do amendoim.
O pericarpo se divide em três partes; podendo ser reconhecida facilmente nos frutos carnosos:
·         Epicarpo- a parte mais externa.
·         Mesocarpo- é a parte do meio.
·         Endocarpo- é a mais interna.
Nos frutos carnosos, as partes do pericarpo são fáceis de identificar, já nos frutos secos as partes são unidas, com isso são mais difíceis de serem identificados.
Existe dois tipos de frutos carnosos:
·         Drupas- os que possuem uma só semente, que fica unida ao endocarpo formando um caroço.
·         Bagas- os que possuem várias sementes e não formam caroço.
São exemplos de drupas: ameixa, manga e a azeitona.
São exemplos de bagas: tomate e limão.
Os frutos secos podem apresentar mecanismos de abertura para a liberação das sementes, falando-se deiscentes. Alguns não possuem mecanismos, ou seja, são indeiscentes.

Pseudofrutos
Não são frutos verdadeiros. Eles são de três tipos: simples, compostos e múltiplos.
·         Simples- Provém de desenvolvimento de parte de uma só flor. É o exemplo do caju, o ovário forma a castanha. Portanto, o verdadeiro fruto é a castanha.
·         Compostos- Formados a partir de flores multiovariadas pelo desenvolvimento de seus ovários. É o caso do morango, a parte correspondente do desenvolvimento do ovário não é a polpa vermelha, e sim cada pontinho da superfície do morango.
·         Múltiplos- Formados pelo desenvolvimento de diversas partes de várias flores. Por exemplo, o abacaxi resulta do desenvolvimento de uma inflorescência.







Raízes: Eliclécia, Bruna, Edilaine, Jadilma, Leiliane. 
Caule: Jair Júnior, Adriele, Maisa, Thaiana, Vanessa.
Folhas: Aline, Ihanca, Daiane, Daniele, Railhaine.
Frutos: Aldeilson, Jandro, João, Maicon, Elden, Joéliton. 

10 dicas contra o Bullying

10 dicas contra o bullying
Saiba como combater essa prática – e ajudar quem sofre com ela.
·         Texto e entrevista: Carolina Vieira/colaboradora
·         Design: Carol Tozi
·         Consultoria: Maria Tereza Maldonado, psicóloga e autora do livro “A face oculta – Uma história de Bullying e Cyberbullying” (Editora Saraiva)
·         Foto: Thinkstock/Getty images  


1. Saiba o que é
Primeiro, é importante se informar. Bullying não é só humilhar ou agredir os outros. Pode ser qualquer ato que traga angústia ou sofrimento à vítima. Entre as meninas, o mais comum é exclusão e fofoca.

2. Preste atenção ao redor
Talvez você nem saiba que alguma amiga está sofrendo bullying, mas existem alguns sintomas que indicam isso: perda de vontade de ir à escola, piora nas notas e até dor de cabeça ou de estômago freqüente.

3. Não ache graça
Rir de uma zoação com o colega é um superincentivo para o agressor continuar humilhando-o. Por isso, não seja platéia do bullying.

4. Fale em casa
A melhor forma de combater essa mal é promovendo uma parceria entre pais e escola. Se você sabe algo, não tenha medo de contar para sua família.

5.  Exija da diretoria
Em muitos lugares, a iniciativa de lutar contra o bullying partiu dos próprios alunos. Peça por pesquisas que indiquem se isso ocorre no seu colégio ou por palestras que esclareçam que o tema não é brincadeira!

6.  Não se intimide
Tá certo que aquele cara pode até meter medo, mas enfrente-o e mostre que o que ele está fazendo é errado. Você conquistará o respeito desse garoto e dos colegas.

7.  Tenha autoestima
Assim, você cria coragem para intervir pelos outros e não ser uma vítima do bullying. Aumentar a confiança em si mesma é um ótimo exercício diário, e ajudar os outros pode ser um bom começo.

8.  Ajude o agressor
Se ele está atormentando a vítima da turma, com certeza não está se sentindo bem consigo mesmo. Ajude-o a se relacionar melhor e encontrar maneiras diferentes de chamar a atenção que não seja infernizando os colegas.

9.  Conte com os amigos
As testemunhas do bullying precisam se unir pra mostrar aos agressores que a prática não é aceitável. Quanto mais gente, melhor!

10.            Respeite: não pratique
O bullying não pode ser tolerado de maneira nenhuma! Não use os colegaspra se divertir nem deixe que os outros façam isso. Você ganhará vários pontos no combate a essa prética se lutar de verdade contra ela.

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                                                                                                           Ihanca Shuellen

Fungos e a Micologia

 
FUNGOS


Imagem de microscopia de varredura eletrônica (cores adicionadas) de micélio fúngico com as hifas (verde), esporângio (laranja) e esporos (azul), Penicillium sp. (aumento de 1560 x).


CARACTERÍSTICAS GERAIS

            Durante muito tempo, os fungos foram considerados como vegetais e, somente a partir de 1969, passaram a ser classificados em um reino à parte.
            Os fungos apresentam um conjunto de características próprias que permitem sua diferenciação das plantas: não sintetizam clorofila, não tem celulose na sue parede celular, exceto alguns fungos aquáticos e não armazenam amido como substância de reserva.
            A presença de substâncias quitinosas na parede da maior parte das espécies fúngicas e a sua capacidade de depositar glicogênio os assemelham às células animais.
            Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo, como as leveduras, ou multinucleados, como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores.
Seu citoplasma contém mitocôndrias e retículo endoplasmático rugoso.
            São heterotróficos e nutrem-se de matéria orgânica morta - fungos saprofíticos, ou viva—fungos parasitários.
            Suas células possuem vida independente e não se reúnem para formar tecidos verdadeiros.
            Os componentes principais da parede celular são hexoses e hexoaminas, que formam mananas, ducanas e galactanas. Alguns fungos têm parede rica em quitina (N-acetil glicosamina), outros possuem complexos polissacarídios e proteínas, com predominância de cisteína.
            Fungos do gênero Cryptococcus, como o Cryptococcus neoformans apresentam cápsula de natureza polissacarídica, que envolve a parede celular.
            Protoplastos de fungos podem ser obtidos peloo tratamento de seus cultivos, em condições hipertônicas, com enzimas de origem bacteriana ou extraídas do caracol Helix pomatia.
            Os fungos são ubíquos, encontrando-se no solo, na água, nos vegetais, em animals, no homem e em detritos, em geral. O vento age como importante veiculo de dispersão de seus propágulos e fragmentos de hifa.


ESTRUTURA DOS FUNGOS

            Os fungos podem se desenvolver em meios de cultivo especiais formando colônias de dois tipos:
            - leveduriformes;
            - filamentosas.
            As colônias leveduriformes são pastosas ou cremosas, formadas por microrganismos unicelulares que cumprem as funções vegetativas e reprodutivas.
            As colônias filamentosas podem ser algodonosas, aveludadas ou pulverulentas; são constituídas fundamentalmente por elementos multicelulares em forma de tubo—as hifas.
            As hifas podem ser contínuas ou cenocíticas e tabicadas ou septadas. Possuem hifas septadas os fungos das Divisões Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota e hifas cenocíticas, os das Divisões Mastigomycota e Zygomycota.
            Ao conjunto de hifas, dá-se o nome de micélio. O micélio que se desenvolve no interior do substrato, funcionando também como elemento de sustentação e de absorção de nutrientes, é chamado de micélio vegetativo.
O micélio que se projeta na superficie e cresce acima do meio de cultivo é o micélio aéreo.
Quando o micélio aéreo se diferencia para sustentar os corpos de frutificação ou propágulos, constitui o micélio reprodutivo.
            Os propágulos ou órgãos de disseminação dos fungos são classificados, segundo sua origem, em externos e intemos, sexuados e assexuados. Embora o micélio vegetativo não tenha especificamente funções de reprodução, alguns fragmentos de hifa podem se desprender do micélio vegetativo e cumprir funções de propagação, uma vez que as células fúngicas são autônomas.
            Estes elementos são denominados de taloconídios e compreendem os:
            - blastoconídios,
            - artroconídios
            - clamidoconídios.
            Os blastoconídios, também denominados gêmulas, são comuns nas leveduras e se derivam por brotamento da célula-mãe. As vezes, os blastoconídios permanecem ligados à célula-mãe, formando cadeias, as pseudo-hifas, cujo conjunto é o pseudomicélio.
            Os artroconídios são formados por fragmentação das hifas em segmentos retangulares. São encontratos nos fungos do gênero Geotrichum, em Coccidioides immitis e em dermatófitos.
            Os clamidoconídios têm função de resistência, semelhante a dos esporos bacterianos. São células, geralmente arredondadas, de volume aumentado, com paredes duplas e espessas, nas quis se concentra o citoplasma. Sua localização no micélio pode ser apical ou intercalar. Formam-se em condições ambientais adversas, como escassez de nutrientes, de água e temperaturas não favoráveis ao desenvolvimento fúngico.
            Entre outras estruturas de resistência devem ser mencionados os esclerócios ou esclerotos, que são corpúsculos duros e parenquimatosos, formados pelo conjunto de hifas e que permanecem em estado de dormência, até o aparecimento de condições adequadas para sua germinação. São encontrados em espécies de fungos das Divisões Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota.


REPRODUÇÃO DOS FUNGOS

            Os fungos se reproduzem em ciclos assexuais, sexuais e parassexuais.
            Segundo Alexoupolos, a reprodução assexuada abrange quatro modalidades:
            1) fragmentação de artroconídios;
            2) fissão de células somáticas;
            3) brotamento ou gemulação do blastoconídios-mãe;
            4) produção de conídios.
            Os conídios representam o modo mais comum de reprodução assexuada; são produzidos pelas transformações do sistema vegetativo do próprie micélio. As células que dão origem aos conídios são denominadas células conidiogênicas.
            Os conídios podem ser hialinos ou pigmenntados, geralmente escuros - os feoconídios; apreentar formas diferentes— esféricos, fusiformes, cilíndricos, piriformes etc; ter parede lisa ou rugosa; serem formados de uma só célula ou terem septos em um ou dois planos; apresentar-se isolados ou agrupados.
            As hifas podem produzir ramificações, algumas em plano perpendicular ao micélio, originando os conidióforos, a partir dos quais se formarão os conídios. Normalmente , os conídios se originam no extremo do conidióforo, que pode ser ramificado ou não. Outras vezes, o que não é muito freqüente, nascem em qualquer parte do micélio vegetativo, e neste caso são chamados de conídios sésseis, como no Trichophyton rubrum.
            O conidióforo e a célula conidiogênica podem formar estruturas bem diferenciadas, peculiares, o aparelho de frutificação, também denominado de conidiação que permite a identificação de alguns fungos patogênicos.
            No aparelho de conidiação tipo aspergilo, os conídios formam cadeias sobre fiálides, estruturas em forma de garrafa, em torno de uma vesícula que é uma dilatação na extremidade do conidióforo.

Conídios de Aspergillus agrupados em forma de cabeça, ao redor de uma vesícula.
            Nos penicílios falta a vesícula na extremidade dos conidióforos que se ramificam dando a aparência de pincel.
            Como no aspergilo, os conídios formam cadeias que se distribuem sobre as fiálides.
            Quando um fungo filamentoso forma coníios de tamanhos diferentes, o maior será designado como macroconídio e o menor microconíidio.
            Alguns fungos formam um corpo de frutificação piriforme denominado picnídio, dentro do qual se desenvolvem os conidióforos, com seus conídios—os picnidioconidios (Fig.7). Essa estrutura é encontrada na Pyrenochaeta romeroi, agente de eumicetoma.
Corte transversal de um picnídio mostrando conídios.
            Os propágulos assexuados internos se originam de esporângios globosos, por um processo de clivagem de seu citoplasma, e são conhecidos como esporoangiosporos ou esporos. Pela ruptura do esporângio, os esporos são liberados.
Reprodução assexuada interna.
            Os esporos sexuados se originam da fusão de estruturas diferenciadas com caráter de sexualidade. O núcleo haplóide de uma célula doadora funde-se com o núcleo haplóide de uma célula receptora, formando um zigoto. Posteriormente, por divisão meiótica, originam-se quatro ou oito núcleos haplóides, alguns dos quais se recombinarão, geneticamente.

 
Reprodução sexuada.

            Os esporos sexuados internos são chamados ascosporos e se formam no interior de estruturas em forma de saco, denominadas ascos. Os ascos podem ser simples, como em leveduras dos gêneros Saccharomyces e Hansenula, ou se distribuir em lóculos ou cavidades do micélio, dentro de um estroma, o ascostroma ou ainda ester contidos em corpos de frutificação, os ascocarpos.
            Três tipos de ascocarpos são bem conhecidos: cleistotécio, peritécio e apotécio.
            O cleistotécio é uma estrutura globosa, fechada, de parede formada por hifas muito unidas, com um número indeterminado de ascos, contendo cada um oito ascosporos.
            O peritécio é uma estrutura geralmente piriforme, dentro da qual os ascos nascem de uma camada hemenical e se dispõem em paliçada, exemplo, Leptosphaeria senegalensis, Neotestudina rosatii.
            O apotécio é um ascocarpo aberto, em forma de cálice onde se localizam os ascos.
 

Diferentes tipos de ascos e ascocarpos.
 

Basidiosporos
            Os fungos que se reproduzem por ascosporos ou basidiosporos são fungos perfeitos. As formas sexuadas são esporádicas e contribuem, através da recombinação genética, para o aperfeiçoamento da espécie. Em geral, estes fungos produzem também estruturas assexuadas, os conídios que asseguram sue disseminação. Muitos fungos, nos quais não foi até agora reconhecida a forma sexuada de reprodução, são incluídos entre os fungos imperfeitos. Quando é descrita a forma perfeita de um fungo, essa recebe uma outra denominação. Por exemplo, o fungo leveduriforme, Cryptococcus neoformans, em sue fase perfeita é denominado Filobasidiella neoformans.
            A fase sexuada dos fungos é denominada te teleomórfica e a fase assexuada de anamórfica.
            A maior parte das leveduras se reproduzem assexuadamente por brotamento ou gemulação e por fissão binária. No processo de brotamento, a célula-mãe origina um broto, o blastoconídio que cresce, recebe um núcleo após a divisão do núcleoda célula-mãe. Na fissão binária, a célula-mãe se divide em duas células de tamanhos iguais, de forma semelhante a que ocorre com as. bactérias. No seu ciclo evolutivo, algumas leve auras, como Saccharomyces cerevisiae, podem originar esporos sexuados, ascosporos, depois que duas células experimentam fusão celular e nuclear, seguida de meiose.
            O fenômeno de parassexualidade foi demonstrado em Aspergillus. Consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Às vezes, estes núcleos se fundem e originam núcleos diplóides, heterozigóticos, cujos cromossomas homólogos sofrem recombinação duruante a mitose. Apesar destes recombinantes serem raros, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos. A tabela abaixo apresenta, de forma esquemática, os conceitos mencionados.


METABOLISMO

            Os fungos são microrganismos heterotróficos e, em sue maioria, aeróbios obrigatórios. No entanto, certas leveduras fermentadoras, aeróbias facultativas, se desenvolvem em ambientes com pouco oxigênio ou mesmo na ausência deste elemento.
            Os fungos podem germinar, ainda que lentamente, em atmosfera de reduzida quantidade de oxigênio. O crescimento vegetativo e a reprodução assexuada ocorrem nessas condições, enquanto a reprodução sexuada se efetua apenas em atmosfera rica em oxigênio.
            Em condições aeróbicas, a via da hexose monofosfato é a responsável por 30% da glicó1ise. Sob condições anaeróbicas, a via clássica, usada pela maioria das leveduras, é a de Embden-Meyerhof, que resulta na formação de piruvato.
            Algumas leveduras, como o Saccharomyces cerevisiae fazem o processo de fermentação alcoó1ica de grande importancia industrial, na fabricação de bebidas e na panificação.
            Os fungos produzem enzimas como lipases, invertases, lactases, proteinases, amilases etc., que hidrolisam o substrato tornando-o assimilável através de mecanismos de transporte ativo e passivo. Alguns substratos podem induzir a formação de enzimas degradativas; há fungos que hidrolisam substâncias orgânicas, como quitina, osso, couro, inclusive materiais plásticos.
            Muitas espécies fúngicas podem se desenvolver em meios mínimos, contendo amônia ou nitritos, como fontes de nitrogênio. As substãâncias orgânicas, de preferência, são carboidratos simples como D-glicose e sais minerais como sulfatos e fosfatos.
            Oligoelementos como ferro, zinco, manganês, cobre, molibdênio e cálcio são exigidos em pequenas quantidades. No entanto, alguns fungos requerem fatores de crescimento, que não conseguem sintetizar, em especial, vitaminas, como tiamina, biotina, riboflavina, ácido pantotênico etc.
            Os fungos, como todos os seres vivos, necessitam de água para o seu desenvolvimento. Alguns são halofílicos, crescendo em ambiente com elevada concentração de sal.
            A temperatura de crescimento abrange uma larga faixa, havendo espécies psicrôfilas, mesófilas e termófilas. Os fungos de importância médica, em geral, são mesófilos, apresentando temperatura ótima, entre 20° e 30°C.
            Os fungos podem ter morfologia diferente, segundo as condições nutricionais e a temperatura de seu desenvolvimento. O fenômeno de variação morfolôgica mais importante em micologia médica é o dimorfismo, que se expressa por um crescimento micelial entre 22° e 28°C e leveduriforme entre 35°C e 37°C. Em geral, essas formas são reversíveis. A fase micelial (M) ou saprofítica é a forma infectante e está presente no solo, nas plantas etc. A fase leveduriforme (L ou Y) ou parasitaria é encontrada nos tecidos. Este fenômeno é conhecido como dimorfismo fúngico e se observe entre fungos de importância médica, como Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis, Paracoccidioides brasiliensis, Sporothrix schenckii. Na Candida albicans a forma saprofítica infectante é a leveduriforme e a forma parasitária, isolada dos tecidos, é a micelial. Em laboratório, é possível reproduzir o dimorfismo mediante variações de temperatura de incubação, de tensão de O2 e de meios de cultura específicos. Desta forma foi possível classificar como dimórficos, fungos nos quais era conhecida apenas uma das formas, por exemplo, os agentes de cromoblastomicose.
            O pleomorfismo nos dermatófitos se expressa através da perda das estruturas de reprodução ou conídios, com variações morfológicas da colônia. Essas estruturas podem ser recuperadas nos retro cultivos, após a inoculação em animais de laboratório ou em meios enriquecidos com terra.
            Ainda que o pH mais favorável ao desenvolvimento dos fungos esteja entre 5, 6 e 7, a maioria dos fungos tolera amplas variações de pH. Os fungos filamentosos podem crescer na faixa entre 1,5 e 11, mas as leveduras não toleram pH alcalino. Muitas vezes, a pigmentação dos fungos está relacionada com o pH do substrato. Os meios com pH entre 5 e 6, com elevadas concentrações de açúcar, alta pressão osmótica, taiss como geléias, favorecem o desenvolvimento dos fungos nas porções em contato com o ar.
            O crescimento dos fungos é mais lento que o das bactérias e sues culturas precisam, em média, de 7 a 15 dias, ou mais de incubação. Com a finalidade de evitar o desenvolvimento bacteriano, que pode inibir ou se sobrepor ao do fungo, é necessário incorporar aos meios de cultura, antibacterianos de largo espectro, como o cloranfenicol. Também pode-se acrescentar cicloheximida para diminuir o crescimento de fungos saprófitas contaminantes, de cultivos de fungos patogênicos.
            Muitas espécies fúngicas exigem luz para seu desenvolvimento; outras são por ela inibidos e outras ainda mostram-se indiferentes a este agente. Em geral, a luz solar direta, devido à radiação ultravioleta, é elemento fungicida.
            Por diferentes processos, os fungos podem elaborar vários metabó1itos, como antibióticos, dos quais a penicilina é o mais conhecido e micotoxinas, como aflatoxinas, que Ihes conferem vantagens seletivas.


CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS

            O Reino Fungi é dividido em seis filos ou divisões dos quais quatro são de importância médica: Zygomycota, Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota.
DIVISÃO ZYGOMYCOTA
            Inclui fungos de micélio cenocítico, ainda que septos podem separar estruturas como os esporângios. A reprodução pode ser sexuada, pela formação de zigosporos e assexuada com a produção de esporos, os esporangiosporos, no interior dos esporangios.
            Os fungos de interesse médico se encontram nas ordens Mucorales e Entomophthorales.
DIVISÃO ASCOMYCOTA
            Agrupa fungos de hifas septadas, sendo o septo incompleto, com os típicos corpos de Woronin. A sua principal característica é o asco, estrutura em forma de saco ou bolsa, no interior do qual são produzidos os ascosporos, esporos sexuados, com forma, número e cor variáveis para cada espécie. Algumas espéeies produzem ascocarpos e ascostromas no interior dos quais se formam os ascos Conídios, propágulos assexuados. são também encontrados.
            As espécies patogênicas para o homem se classificam em três classes: Hemiascomycetes, Loculoascomycetes e Plectomycetes.
DIVISÃO BASIDIOMYCOTA
            Compreende fungos de hifas septadas, que se caracterizam pela produção de esporos sexuados, os basidiosporos, típicos de cada espécie. Conídios ou propágulos assexuados podem ser encontrados. A espécie patogênica mais importante se enquadra na classe Teliomycetes.

Principais estruturas de Basidiomycota.
DlVISÃO DEUTEROMYCOTA
            Engloba fungos de hifas septadas que se multiplicam apenas por conídios e por isso são conhecidos como Fungos Imperfeitos. Os conídios podem ser exógenos ou estar contidos em estruturas como os picnídios. Entre os Deuteromycota se encontra a maior parte dos fungos de importância médica.
                                                               

                                                  
                                                   





      
                                                                        




                                                                                By:  Maísa Matos e Jair Júnior.